sábado, 17 de julho de 2010

Junho '10 - o mais quente

Segundo a NOAA, o mês de Junho deste ano foi o mais quente registado desde 1880, a nível global.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Quem paga?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

pior a emenda que o soneto



Martin Wolf, comentador do financial times eccreveu hoje:

"The OECD seems to take the view that the only big risk is a loss of fiscal and monetary “credibility”. It is not. The other and – in my view, more serious – risk is that the economy flounders for years. If that happened, eliminating the fiscal deficit would be very hard."

E Krugman comenta em relação ao artigo de Wolf:

"Wolf writes:

"I have now lost faith in the view that giving the markets what we think they may want in future – even though they show little sign of insisting on it now – should be the ruling idea in policy."

Amen. Yet most of the men in the room where I’m now sitting believe the contrary. With a few exceptions, everyone is calling for fiscal austerity everywhere, right now.

Awesome."

Um prémio Nobel da Economia e um economista de tendências neoliberais concordam em criticar as politicas de austeridade impostas aos países como forma de sair da crise e alertam para as suas consequências recessivas.

E devia ser claro, aliás, que mais impostos sobre o trabalho e o consumo, cortes radicais no investimento e nas prestações sociais não farão mais do que agravar a actual situação de estagnação económica em que se encontram muitos dos países europeus.

A obsessão do défice e o fetiche da austeridade orçamental acabarão por condenar as economias europeias no médio prazo. A doença é imune ao remédio que lhe querem aplicar, antes se alimenta e fortalece. Está na altura de abandonar os dogmas e ponderar outras terapias.


terça-feira, 18 de maio de 2010

quando a Merkel espirra...

O Público avança:
"A Alemanha lançou ontem a confusão entre os países da zona euro ao reabrir a discussão sobre o mega pacote de 750 mil milhões de euros aprovado na semana passada para ajudar os países em dificuldades financeiras e evitar a propagação da crise da dívida grega ao resto da eurolândia."

Mas de que lado está a Alemanha afinal?!
De cada vez que a Merkel se lembra de partilhar as suas dúvidas existenciais sobre o fundo europeu de estabilização (e não estou aqui a discutir as suas qualidades), os mercados ressentem-se, os especuladores perdem a confiança e exigem mais aos Estados.
De cada vez que a Alemanha manifesta o seu cepticismo relativamente à sobrevivência da União Monetária, ou à recuperação de países "periféricos", as yields (juros da divida pública) disparam, dificultando e encarecendo o financiamento dos Estados em crise.
A grande economia europeia exige agora, do alto da sua arrogância de potência, que o seu parlamento tenha uma palavra a dizer sobre a activação de garantias a prestar por este fundo (e respectivas condições de acesso). Teremos todos que seguir a cartilha germânica se queremos receber algum.
Vale a pena relembrar que:
1) Para este fundo ( 500 mil milhões de euros da zona euro e 250 mil milhões do FMI), contribuem todos os países da União Monetária;
2) Que não se trata aqui de um "bailout", de um salvamento a fundo perdido como foi feito com o sistema financeiro há um ano atrás. São empréstimos que serão devolvidos mais tarde pelos países. A única diferença é que serão concedidos a uma taxa razoável e não aos valores especulativos exigidos pelos mercados;
3) Que foi também a Alemanha, com a sua obsessão inflacionista e fiscal, que impediu a adopção atempada de medidas de auxilio aos países. A mesma Alemanha que pressiona o Banco Central Europeu no sentido da não emissão de divida europeia, que impôs as regas do Pacto de Estabilidade e Crescimento;
4) Que o modelo de crescimento alemão só foi possível à custa do endividamento e procura dos países que agora querem deixar cair. Os excedentes comerciais que lhes conferem a moral de rigor económico que agora querem impor são o resultado de estagnação interna dos niveis salariais, da procura, do crescimento e do consumo. A Alemanha é rica porque exporta, logo, para ser rica, alguém tem que ser pobre.

Para assumir o lugar que hoje ocupa, a Alemanha serviu-se das instituições europeias, que moldou segundo os seus interesses estratégicos, muitas vezes não coincidentes com os países periféricos, mais fragilizados do ponto de vista económico. O cenário actual não é excepção.

O que eu não percebo é por que é que, depois de tanto trabalho para construir uma UE à sua medida, a Alemanha esteja agora disponível para por todo o processo de construção europeia em causa.

De cada vez que a Merkel se lembra de partilhar as suas dúvidas existenciais sobre o fundo europeu de estabilização, ou a sobrevivência do euro, há, de facto, menos probabilidades de que o primeiro seja eficaz e o segundo consiga ultrapassar esta crise. São as profecias autorealizáveis dos mercados a funcionar.






sábado, 8 de maio de 2010

O Dia B vem aí

Este ano comemora-se o Ano Internacional da Biodiversidade, efeméride instituída pela UNESCO.
 



No âmbito destas comemorações o
Museu Nacional de História Natural e o Centro de Biologia Ambiental criaram um vasto programa de iniciativas que pretendem divulgar o papel e a importância da biodiversidade para a sustentabilidade do planeta e o papel das sociedades humanas na sua preservação - o Bioeventos 2010 (http://bioeventos2010.ul.pt)

No próximo dia
22 de Maio, Dia Internacional da Biodiversidade, realiza-se o Dia B – Campanha Nacional de Observação da Biodiversidade.

O
Bioeventos 2010 e a Associação Biodiversidade Para Todos, propõem uma campanha pública de observação da biodiversidade a nível nacional. O desafio consiste na participação activa do público na tarefa de observação e inventariação do nosso património natural.

Pede-se aos cidadãos que se inscrevam a partir de dia 12 de Maio no Dia B através  do website da Associação Biodiversidade Para Todos: www.biodiversity4all.com

Com a inscrição será disponibilizado, para download gratuito, o GUIA DE CAMPO DO DIA B: um catálogo com cerca de 200 espécies comuns em Portugal, que inclui imagens e uma descrição da distribuição geográfica das espécies e das características que mais facilmente permitem a sua identificação

A versão impressa deste Guia de Campo pode também ser adquirida com a revista Visão a 3.90€, na edição de dia 20 de Maio, dedicada à Biodiversidade. Estará também à venda, a partir de dia 13 de Maio, por 5€ na Livraria Barata em Lisboa, no Museu Nacional de História Natural, no Pavilhão do Conhecimento, em alguns Centros Ciência Viva e noutras livrarias do país.

Com o Guia de Campo do Dia B na mão, deverão procurar um local apropriado e registar as espécies que observam. As fotografias das espécies observadas deverão ser colocadas na área pessoal criada em
www.biodiversity4all.com. Deste modo, a informação ficará acessível ao público e aos profissionais que trabalham na área da Biodiversidade.

O envolvimento do maior número de pessoas nesta iniciativa será essencial para garantir o seu êxito,
pelo que solicitamos a vossa participação no Dia B e a sua divulgação junto dos vossos contactos.

Em anexo segue um documento com indicações mais detalhadas sobre o modo de participação no Dia B. Caso necessitem de mais algum esclarecimento adicional, por favor, não hesitem em contactar-nos.

Certos de que esta iniciativa merecerá a Vossa melhor atenção, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

Comissão Organizadora

Bioeventos 2010

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Water bike