O regresso de Zelaya e a repressão do exército das Honduras, aqui.
Domingo, 5 de Julho de 2009
Em directo
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Ana Bastos
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Domingo, Julho 05, 2009
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Etiquetas: Ana Bastos, Internacional
lemniscata

“O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores."
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Tiago Ivo Cruz
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Domingo, Julho 05, 2009
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Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Taxa do carbono na Suécia

Em 1991 entrou em vigor na Suécia uma taxa de carbono sobre o consumo de energia a partir de combustíveis fósseis.
A taxa, que inicialmente se situava nos 27€/ton, actualmente é de 108€/ton, um valor bem mais elevado do que os valores das licenças de emissão do mercado de carbono europeu.
Os fim de quase 20 anos os resultados são:
Redução das emissões em 9%;
Cada Sueco emite em média 6,7 ton de CO2 anualmente contra 9,3 ton da média europeia;
Transição do uso de combustíveis fósseis para energias renováveis ou biomassa quer na indústria, quer na habitação;
O Estado Sueco arrecada todos os anos cerca de 1,4 milhares de euros a partir da aplicação da taxa.
O mercado de emissões europeu não conseguiu sequer cumprir as metas de Quioto, ao mesmo tempo que gerou um negócio multimilionário para grandes empresas.
As diferenças são evidentes.
Ver mais aqui.
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Ana Bastos
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Sexta-feira, Julho 03, 2009
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Etiquetas: Ambiente, Ana Bastos
Conferência de David Throsby - ISCTE
Este texto é da autoria de Joana Mayer Seminário integrado no Ciclo de Conferências “Artistas e Profissionais da Cultura: Carreiras e Mercados de Trabalho” O teórico australiano David Throsby esteve ontem no ISCTE para um seminário no âmbito do ciclo de Conferências “Artistas e Profissionais da Cultura: Carreiras e Mercados de Trabalho”, promovidas pelo Dinâmia em conjunto com o ICS (David Throsby é um dos teóricos que mais tem reflectido sobre as especificidades da relação entre a economia e a cultura nas suas várias dimensões pragmáticas. O seu trabalho de investigação tem contemplado questões como a importância dos artistas na economia, a economia de intervenção pública nos mercados artísticos, o desenvolvimento cultural, a política cultural e a sustentabilidade dos processos culturais). Neste seminário Throsby apresentou uma comunicação onde pretende questionar simultaneamente: a) se existe um nível de rendimento mínimo apontado pelos artistas que determina o investimento de tempo em actividades criativas; e b) quais as variáveis que contribuem para a estipulação deste rendimento mínimo, e se estas influenciam os artistas a optarem por actividades menos criativas mas mais lucrativas. Estas questões surgem na sequência das observações apresentadas por Throsby no artigo “Preferred Work Patterns of Creative Artists”, publicado no Journal of Economics and Finance (2007). Neste artigo, Throsby conclui que o modelo económico de trabalho para os artistas é diferente do modelo convencional de oferta de trabalho. O modelo económico da oferta de trabalho considera um mercado onde se transacciona trabalho, i.e. onde há uma oferta e uma procura de mão-de-obra, e, este modelo explica ou ajuda a explicar a forma como os fornecedores de trabalho se comportam no mercado. Assim, quando consideramos o trabalho artístico observamos que não existe uma diferença expressiva entre o tempo investido em “trabalho criativo” e aquele que estes gostariam de investir em tempo de lazer. Ou seja, por oposição ao trabalhador comum, que investe o seu tempo a trabalhar - em função de uma expectativa de rendimento - , e que consequentemente compromete assim o tempo que gostava de investir em lazer, para o artista não existe um desfasamento tão expressivo entre o tempo que dedica ao trabalho criativo e aquele que gostaria de dedicar a fazer outras coisas. Esta diferença pressupõe então que os artistas gostavam de poder investir mais tempo no trabalho criativo, mas que a proporção da expectativa de rendimentos não acompanha esta curva ascendente. Daqui se conclui que os constrangimentos associados ao retorno do trabalho criativo obriga os artistas a tomarem opções que comprometem o tempo de que dispõem para investir nas suas actividades criativas - arranjando um emprego não-criativo ou optando por um emprego criativo mas de carácter secundário (dar aulas de música, por exemplo). Deste modo, a referência de um rendimento mínimo apontado pelos artistas permite concluir do limiar abaixo do qual o tempo despendido em actividades criativas se torna uma quase impossibilidade. Quanto ao valor do rendimento mínimo apontado este estabelece-se principalmente com base no rendimento auferido pelos artistas à data do inquérito. As outras variáveis que podem fazer oscilar este valor prendem-se fundamentalmente com o estado civil e com o número de filhos (ainda que variáveis como a idade sejam também de considerar). Estas conclusões são interessantes fundamentalmente por dois motivos: por um lado porque permitem voltar a desfazer o mito do artista romântico cuja pobreza é o motor do espírito criativo; e, por outro lado, porque fornecem dados interessantes sobre valores concretos e variáveis que condicionam o trabalho artístico, implicando consequentemente uma reflexão ao nível das políticas culturais sobre os financiamentos e a regulação (ou não) dos mercados.
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Tiago Ivo Cruz
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Sexta-feira, Julho 03, 2009
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Etiquetas: Tiago Ivo Cruz
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
É isto o PS
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Ana Bastos
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
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Etiquetas: Ana Bastos, Política
Encontros com o Presidente
Julgo ser a primeira iniciativa deste género pela parte de um Presidente de Câmara, em Portugal, o que aumenta o nível do seu significado e reforça a ideia da governação «para as pessoas» promovida pelo António Costa em Lisboa.
É ainda um sinal de que as redes sociais já entraram, definitivamente, na arena política, agora com uma maturidade e significância bem mais premente que em anos anteriores. Esse facto tem sido muito visível nas recentes campanhas eleitorais (pelo menos desde a última presidencial), mas ainda não tinha atingido, de forma consistente, as cúpulas institucionais. E o facto de ser o Presidente da CML a promover o encontro, e não o candidato, significa que as redes sociais alcançaram a sua maioridade e que são hoje tratadas com a dignidade que a sua relevância merece. Finalmente.
Eu estarei por lá, a twittar e a blogar.
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José Reis Santos
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
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Etiquetas: Lisboa
Jerónimo Martins destrói os oceanos

A Greenpeace está a bloquear a sede da Jerónimo Martins no Campo Grande.
Os activistas exigem que a Jerónimo Martins se comprometa a:
- subscrever 5 princípios de uma política sustentável de compra e venda de peixe. Entre eles, o suspender a venda de espécies de peixe ameçadas, apoiar a comercialização das espécies mais sustentáveis, melhorar a rastreabilidade e etiquetagem dos produtos, promover e implementar prácticas sustentáveis.
- do retirar imediato das prateleiras de 3 espécies da Lista Vermelha de Peixes da Greenpeace;
- do compromisso em rever todas as espécies de peixe que comercializa, de acordo com os princípios adoptados para uma política sustentável de compra e venda de peixe sustentável, até meados de 2010.
Ver mais aqui, acompanhar no twitter e consultar o ranking de práticas ambientais dos supermercados elaborado pela Greenpeace.
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Ana Bastos
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Quinta-feira, Julho 02, 2009
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Etiquetas: Ambiente, Ana Bastos
Terça-feira, 30 de Junho de 2009
Já agora, o criacionismo

“Em todo o país, no maior número possível de escolas, queremos que os pais não autorizem os filhos a frequentar as aulas de educação sexual."
É uma plataforma de pais "preocupados" com a obrigatoriedade das aulas de Educação Sexual. Pais que alegadamente promovem a educação sexual dos filhos "desde o seu nascimento, de um modo natural, integrado, progressivo, completo e respeitando as exigências das suas necessidades concretas, do seu crescimento e da sua dignidade pessoal". O modo natural de não falar das coisas abertamente, o modo natural de achar que sexualidade é procriação e que o homem é para a mulher - naturalmente.
A educação sexual deve ser obrigatória e leccionada por profissionais competentes precisamente porque há muitos pais (e mesmo professores) que muitas vezes deseducam mais do que educam. E porque as crianças têm direito a receber toda a informação e a discutir todas as questões que tiverem de forma livre, descomprometida e independente das crenças ou dos tabus dos pais.
E se houver pais a pedir que os filhos não estudem Darwin? Ou a Ilha dos Amores? Ou o Brecht?
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Ana Bastos
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Terça-feira, Junho 30, 2009
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Etiquetas: Ana Bastos, Educação
Failed States?
It would be laughable anywhere else. But, so everyone says, the Waxman-Markey bill which is likely to be passed in Congress today or tomorrow, is the best we can expect – from America.
Vale também a pena ler o artigo da Suzanne Goldenberg no Guardian sobre as resistências do congresso norte-americano à diminuição das emissões de gases com efeito de estufa.
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Ana Bastos
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Terça-feira, Junho 30, 2009
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Etiquetas: Ambiente, Ana Bastos
Onde pára a democracia?
Via Arrastão.
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Ana Bastos
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Terça-feira, Junho 30, 2009
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Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
A nova obsessão do PSD
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Rosa Félix
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Segunda-feira, Junho 29, 2009
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Etiquetas: Política, Rosa Félix
uma instalação de Juan Muñoz no Rainha Sofia Madrid
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Tiago Ivo Cruz
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Segunda-feira, Junho 29, 2009
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Etiquetas: Tiago Ivo Cruz
Memória, autarquias e recrutamento político
Vejo no 31 da Armada que o Carlos Nunes Lopes se indigna com o facto de a Gebalis ter admitido 6 (seis) novos funcionários na Gebalis. Seis. Não foram sessenta, nem seiscentos; mas seis. Eu ainda me recordo da gestão camarária do PSD de Santana-Carmona, e lembro-me bem do centro de emprego que era a CML para os boys laranjinhas. Estranho o Carlos Nunes Lopes não ter por lá passado, tantos foram os felizes contemplados.
Claro que a indignação do Carlos se refere ao facto de todos os seis (repito, seis), serem do Partido Socialista, o que pressupõe que militantes socialistas não podem ter valências, características ou méritos que lhes permitam serem contratados por entidades públicas. Outro erro.
O que o Carlos decerto quereria fazer notar é a facilidade com que as nomeações políticas se fazem neste país, com os principais partidos a tomarem – ciclicamente – conta de partes do aparelho do Estado. Aparte da reflexão acerca dessa necessidade, que permite a implementação mais facilitada das políticas públicas, a verdade é que essa rotina já foi mais visível. Hoje, apesar de ainda existir, está bem mais controlada, e só quem tem vista curta ou memória fraca pode atacar o PS na CML de favorecer «os seus». Bem sei que há quem queira esquecer a governação Santana – Carmona a todo o custo; mas há também quem não a esqueça (e sinceramente é preciso ter vergonha na cara pensar que se esquece tudo com tanta facilidade).
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José Reis Santos
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Segunda-feira, Junho 29, 2009
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Domingo, 28 de Junho de 2009
Madrid - cidade, lugares e vida

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Tiago Ivo Cruz
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Domingo, Junho 28, 2009
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Etiquetas: Tiago Ivo Cruz
Clubismo Partidário ou uma reflexão sobre Identidade em Política.
No entanto, não posso deixar de estranhar a volatilidade identitária que se tem verificado na forma de comunicar da política contemporânea, que reflecte como se aprecia a ideia de identidade Política. Antigamente as cores eram fixas e tinham uma importante representação simbólica. O vermelho representava o trabalhismo, a social-democracia, o socialismo e os vários comunismos. O azul a democracia cristã. O Amarelo os liberais e o Verdes… os verdes. Quando vemos que muitos partidos e forças políticas mantem as suas cores, a verdade é que o PS se foi afastando da sua. Fê-lo por razões de deslocamento ideológico e de penetração no mercado eleitoral centrista (que tinha – e ainda tem – receio de demonstrações demasiado rubras), Fê-lo por questões de procura de espaço simbólico (excessiva concorrência nos vermelhos – o Bloco também o fez, correndo para os roxos). Inicialmente António Guterres inventou o Rosa; e mais recentemente José Sócrates apresentou-se com os azuis institucionais. As razões são as mesmas: deslocar ideologicamente o Partido Socialista da esquerda, coloca-lo no centro governamental e disputar o eleitorado centrista e conservador. Boa medida em termos de resultados eleitorais, mas com dúvidas em relação à implementação de políticas públicas (boas numas áreas, más noutras).
Curiosamente, também por razões de marketing, os clubes de futebol sofreram nos últimos anos uma transformação simbólica similar. Antigamente o Benfica só se apresentava de Vermelho ou de Branco. O Porto de Azul e o Sporting de Verde. Hoje, para que se vendam mais e mais camisolas, vemo-los a trocar de equipamento todos os anos, para cinzas, pretos, cor-de-rosa, etc. A ideia continua a ser a de conquistar eleitorado. Neste caso futebolístico.
Esta fase de clubismo partidário, que parece só afectar o Partido Socialista, diz-nos então – pelo menos – quatro coisas. (1) O PS perdeu sustento ideológico e hoje é um partido assumidamente de poder (o que em si não é uma má característica, pelo contrário, pois assume a responsabilidade de ser transformador); (2) desenvolveu uma leitura da sociedade onde entende que o Partido deve ser superior à sua militância e ao seu activismo; procurando ligar-se directamente aos cidadãos. Este processo é possível porque (3) o PS perdeu a sua definição ideológica e assume-se como um Partido catch-all sem o sustento simbólico que amarra a sua militância-base. Neste caminho foi perdendo identidade. Primeiro o Vermelho, depois o Rosa. Por outro lado, (4) esta estratégia apresenta o Partido Socialista como o Partido de todos os Portugueses, e não somente da sua clique partidária ou grupos de interesse que o procurem sustentar. O PS é hoje um Partido de Governo, e para sê-lo com mais eficácia simbólica necessitou de se afastar de um passado carregado ideologicamente. Esta dimensão, reafirma a primeira apreciação, pois um Partido com tais características liga-se directamente ao eleitorado, menosprezando os seus militantes.
Agora, é esse o rumo da política contemporânea? Ou só o do PS? A verdade é que outros partidos também fazem este percurso. O Bloco nasceu no Roxo, e os partidos da direita nunca necessitaram de sair das suas definições simbólicas, até porque eram os únicos no terreno (laranja só o PSD, azul só o CDS; enquanto que no vermelho…). Sobre o assunto acho que nem tanto ao Mar nem tanto à Terra. É verdade que os Partidos Políticos devem procurar sair da sua massa militante constituinte e procurar envolver directamente os cidadãos; mais ainda quando se apresenta em listas sem exclusividade partidária (como foi a lista Unir Lisboa). Por outro lado, não podem as forças políticas perder a sua identidade, pois se o fizerem ficam reféns dos líderes de circunstância e das modas dos tempos e correm o risco de governar sem sabor, sem Ideia, sem Ideologia. Esta é uma pecha da governação contemporânea, em especial à esquerda (e isto é visível não só em Portugal) e que necessita de ser colmatada. Como o fazer? Isso é motivo para um outro post… (e um desafio para quem ler este…)

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José Reis Santos
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Domingo, Junho 28, 2009
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Houvesse mais Anas
Ana Sofia Damião foi obrigada a suportar uma série de humilhações durante a praxe no Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros. Depois de apresentar uma queixa à direcção e a resposta ter sido basicamente a indiferença, avançou com uma queixa-crime contra os agressores, tendo acabado por perder porque o Tribunal de Macedo de Cavaleiros achou que como não se tinha declarado "anti-praxe", deveria obeceder às leis da praxe. Para o tribunal de Macedo de Cavaleiros a Lei que conta é a da praxe, não aquela que supostamente ele deve fazer cumprir.
Felizmente a Ana Sofia não baixou os baços e avançou com uma queixa contra a Direcção do Instituto, acabando este por ser obrigado - depois de vários recursos e chegando ao Supremo Tribunal - a assumir que protegia a violência dentro de portas e que legitimava as práticas da praxe, e a arcar com a responsabilidade.
Se toda a gente que se sente agredida, humilhada, insultada pelas praxes tivesse a coragem e a persistência da Ana, isto não resistia.
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Ana Bastos
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Domingo, Junho 28, 2009
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Sábado, 27 de Junho de 2009
Um manifesto com prioridades
Vale a pena ler o manifesto por uma outra economia lançado hoje por dezenas de académicos, entre os quais Boaventura de Sousa Santos, André Freire, Francisco Louçã, José Castro Caldas, João Rodrigues e outros Ladrões de Bicicletas.
O debate deve ser centrado em prioridades:
só com emprego se pode reconstruir a economia
Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso.
É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.
A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.
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Ana Bastos
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Sábado, Junho 27, 2009
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Gago nos Açores é mudo
Responder a questões sobre o financiamento do Ensino Superior? Nunca meu senhor!
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Nuno Moniz
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Sábado, Junho 27, 2009
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Etiquetas: Educação, Nuno Moniz


Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.
Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.
Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.
Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.
A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.
Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.
Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.
O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.
Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.