domingo, 7 de fevereiro de 2010

Energia 2020

A Universidade de Lisboa e a Ordem dos Economistas organizam 2ª e 3ª feira um debate sobre o estado das energias renováveis em Portugal e perspectivas de evolução.
8 de Fevereiro: Discussões sectoriais

9:00 – 9:30h 
Recepção e inscrições
9:30 – 13:00h 
Sessões paralelas

A1. Transportes (Sala 3.2.15, 9:30 – 13:00h)
(Inclui biocombustíveis, veículos eléctricos, estratégia pública, cenários para e pós 2020)
Moderador: Tiago Farias (professor, IST)

Painel de convidados:
» Fernanda Rosa (especialista em Biocombustíveis),
» Hugo Pereira (Galp),
» João Dias (assessor, MEID),
» Rui Marques (EDP),
» Filipe Joel Soares (INESC Porto, FEUP),
» Carla Silva (investigadora, IST)

A2. Energia solar (Sala 3.2.14, 9:30 – 13:00h)
(Inclui energia solar térmica e solar eléctrica; tecnologias, visão da indústria, estratégia pública)
Moderador: António Vallêra (professor, UL)

Painel de convidados:
» Farinha Mendes (especialista em térmica solar, LNEG),
» Eleni Despotou (**Policy Director & deputy Secretary General, European PV Industry Association),
» Rui Lobo (Lobo Solar),
» Manuel Collares Pereira (DREEN),
» António Joyce (LNEG),
» Nuno Ribeiro da Silva (SPES),
» António Mano (PCTE Solar),
» Miguel Brito (UL),
» Piero Dal Maso (APREN),
» Pedro Neves Ferreira (EDP),
» José Perdigoto (Director-Geral, DGEG, a confirmar)

13:00 – 14:00h 
Almoço
14:00 – 14:30h 
Sessão de posters (alunos de Engenharia da Energia e do Ambiente e Programas Doutorais)
14:30 – 18:00h 
Sessões paralelas
B1. Eficiência Energética (Sala 3.2.15, 14:30 – 18:00h)
(Inclui edifícios e áreas urbanas)
Moderador: Helder Gonçalves (vice-presidente, LNEG)
Painel de convidados
» Eduardo de Oliveira Fernandes (professor, FEUP)
» Paulo Santos (ADENE)
» Paulo Ferrão (professor, IST)
» Guilherme Carrilho da Graça (professor, FCUL; presidente, Natural Works)
» Manuel Gameiro (professor, UC)
» Victor Ferreira (professor, UAv)

B2. Eólica e Oceanos (Sala 3.2.14, 14:30 – 18:00h)
(Inclui eólica in- e off-shore, ondas)
Moderador: António Sá da Costa (presidente, APREN)
Painel de convidados
» Ana Estanqueiro (investigadora, LNEG)
» Mário Paulo (MEID)
» João Maciel (EDP Inovação)
» António Sarmento (professor, IST)

9 de Fevereiro: Sessão plenária
9:00 – 9:30h
Recepção e café
9:30 – 9:45h 
Sessão de abertura
Boas vindas, Reitor da Universidade de Lisboa
Carlos Zorrinho (Secretário de Estado da Energia e da Inovação, e em representação do Sr. Ministro da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento)

9:45 – 12:45h
Enquadramento: planos e opções
Moderadores: Francisco Murteira Nabo (bastonário, Ordem dos Economistas) e António Vallera (professor, UL)
1. Detailed Action Plan para a Energia, o ponto de partida português e as grandes questões
9:45 – 10:15h
Detailed Action Plan para a Energia: perspectiva europeia
Pierre Dechamps (BEPA – Comissão Europeia)
10:15 – 11:00h
Portugal: o ponto de partida e as grandes questões
Eduardo Oliveira Fernandes (professor, FEUP)
2. Perspectivas para Portugal no horizonte 2020: Opções e políticas
11:00 – 11:30h
Perspectiva 2020 (e pós 2020): as grandes opções
Jorge Vasconcelos (presidente, New Energy Solutions)
11:30 – 12:00h
Políticas: investimentos e utilidade pública
Álvaro Martins (professor, ISEG)
12:00 – 12:45h
Discussão
12:45 – 14:00h
Intervalo para almoço
14:00 – 16:30h
Painel: Síntese das opções sectoriais
Moderador: Eduardo Oliveira Fernandes (professor, FEUP)
14:00 – 14:30h 
Transportes
Tiago Farias (professor, IST)
14:30 – 15:00h 
Energia Solar
António Vallêra (professor, UL)
15:00 – 15:30h 
Eficiência Energética
Helder Gonçalves (vice-presidente, LNEG)
15:30 – 16:00h 
Energia Eólica e dos Oceanos
António Sá da Costa (presidente, APREN)
16:00 – 16:30h 
As smart grids e a mudança do paradigma energético
João Peças Lopes (professor, FEUP)
16:30 – 18:00h
Painel: Opções para o Detailed Action Plan
Moderador: Carlos Pimenta (SIIFEnergies/CEEETA)
Painel de convidados
18:00 – 18:20h
Sessão de encerramento
Manuel Heitor (Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; a confirmar)

Mais informação aqui

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Espelho


»Será que somos assim tão diferentes para que exista tanta distinção?

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

o crematório

Estou a falar do novo Museu dos Coches. Parece que é o denominativo informal usado para o novo coiso, à beira-mar plantado, branco e suspenso, para não parecer o muito que ele é. Uma grande bronca, pois ainda ninguém percebeu porque é que vai ser construido. Lembram-se? Foi Mário Lino, ministro das obras públicas do anterior governo, que decidiu que o museu era para construir. Pires de Lima, Pinto Ribeiro ou Canavilhas nada têm a ver com a decisão, mas são responsáveis também. O actual museu dos coches, em especial o picadeiro, é um êxito de públicos internacionais, atraídos pelo prestígio de um local de incomparável beleza. Tenho dúvidas que esse êxito se transfira para o novo espaço, veremos. Mas ainda me terão de explicar porque é que construímos o coiso, culturalmente não faz sentido.


e vai lançar um livro? expliquem lá isso outra vez...

No seguimento do drama do dia Mário Crespo anuncia que vai lançar um livro intitulado "A última crónica", editado pela Altheya. Com o apoio político do PSD, ou do Instituto Sá Carneiro, onde a crónica censurada entretanto foi publicada. O livro justifica-se? Tenho sérias dúvidas. Antes de mais porque a crónica em questão é particularmente mal escrita. Mas há muitas perguntas que a comunicação social ainda não fez e é preciso que faça. Quem é o executivo da televisão que estava a almoçar com o primeiro-ministro? O timing do lançamento do livro é incompreensível pela rapidez e oportunismo mediático. A disponibilidade do PSD em publicar o artigo de Mário Crespo é politicamente inconsequente e a todos os títulos ridícula, deve-se achar o santo protector dos oprimidos de Sócrates. Porque é que Mário Crespo simplesmente não criou um blog específico para o artigo? Tudo cheira a esturro.

Sócrates, Mário Crespo e PSD acabaram de matar o debate do orçamento

O discurso de Cavaco Silva em relação às prioridades nacionais do debate público aplica-se nestes momentos. Momentos de vaidade e soberba do primeiro-ministro não podem ser ignorados mas espero que não condenem o debate nacional.

Exploração? Não, obrigada.

O "Call Center" da PT em Santo Tirso tem 1.200 empregos disponíveis, mas até agora só foram preenchidas 300 vagas. A explicação parece estar no facto de muitos dos candidatos não reunirem os requisitos exigidos, ou considerarem os salários demasiado baixos. [RTP]
Parece que começa a haver gente que está farta de ser enganada...

Sócrates e as gajas

Sócrates, o primeiro-ministro, vai almoçar com as mulheres do executivo. Ele deve achar que é assim que se chega à paridade entre sexos. As mulheres agradecem, certamente.

as pérolas de Sócrates

O primeiro-ministro fez hoje um balanço de 100 dias de governo. Recebeu alguns representantes distintos de cada área. Para representar a cultura estiveram presentes Graça Morais, Joana Vasconcelos, Ana Free, Carrilho da Graça e Olga Roriz. Porquê?

Conheço o trabalho de todos, é bom. Nenhum está no entanto imbuído de de uma autoridade cultural que os torne representante honoris causa ao primeiro-ministro, ou ele agora governa através de conselho de sábios? Pensava que era para isso que serviam os ministros, secretários de estado, assessores...

No fundo isto serviu exactamente para aquilo que era suposto, lançar uma notícia bonita, com pérolas, para a comunicação social publicar, obedientemente.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ainda sobre o crescimento

Albert Bartlett explica de forma muito simples qual é o problema do crescimento constante num sistema finito. 



Vale a pena ver os 8 vídeos.

sábado, 30 de janeiro de 2010

O hamster impossível

A "new economics foundation" lançou uma campanha sobre o problema do crescimento exponencial da economia num sistema planetário limitado. 


Aqui fica o vídeo promocional:


O relatório pode ser lido aqui.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Os limites da racionalidade

Excelente documentário da BBCfour sobre os matemáticos que puseram em questão a totalidade do conhecimento lógico-matemático da ciência moderna.



Ou ver aqui.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Intermitência indeterminada da democracia




Pois é, não são só as pessoas que merecem descanso. Isto de manter a democracia salvaguardada ao longo de 35 anos também fatiga. Portanto a que dar umas férias à democracia angolana, filha mais nova da Sra. Democracia que sendo franco, não sei onde pára.

E assim foi. No passado dia 22 de Janeiro de 2010 a Assembleia Nacional angolana aprovou com maioria absoluta a nova Constituição, que para além de proibir a pena de morte (para que se quer uma pena de morte se a Liberdade acabou de ser morta?) também reforça os poderes do Soba maior, ou seja, do Grande chefe. Para todos os efeitos deixa de existir a eleição directa do Presidente da República e este passa a ser o primeiro nome da lista partidária vencedora das eleições legislativas. José Eduardo dos Santos, Chefe de Estado angolano há mais de 30 anos, aliás, recentemente nomeado Monarca soberano acaba também por acumular o cargo de chefia do Governo, deixando de existir efectivamente um Primeiro-Ministro.
Toda esta malandrice parece passar despercebida aos media internacionais uma vez que foi feita simultaneamente com a realização do Campeonato Africano das Nações, a decorrer em Angola. No final de contas, quem leva por tabela é a menina democracia que vai gozar umas férias por período indeterminado e sem subsídio (que isto de precariedade já está na moda).


Constituição aprovada, papeis arrumados e longa vida ao Rei!