segunda-feira, 9 de novembro de 2009

quietos que quem manda aqui somos nós

“Todos os homens e todas as mulheres têm um direito fundamental ao casamento, mas apenas se e só se quiserem o que o casamento é na realidade.” Frase do texto de opinião do padre (católico) Gonçalo Portocarrero de Almada, hoje no Jornal de Notícias. A retórica saloia tem características muito bem definidas: 1. por um lado tem objectivos políticos evidentes e predatórios sob um véu de boa vontade; 2. acha que nós, as ovelhas, somos parvas.
Na maioria das vezes a igreja, pródiga nesta retórica, é suficientemente inteligente para construir um edifício de falsas realidades e simplesmente não dizer parvoíces. De vez em quando lá aparece um zelota furioso em toda a sua glória, que nos relembra a origem “natural e primordial do casamento, uma instituição matrimonial..." de que aparentemente já Deus terá imbuído Adão e Eva. A estes zelotas deixo este vídeo:


quarta-feira, 4 de novembro de 2009

somos os máiores

Como sou assinante do público recebi há três dias atrás um e-mail a anunciar a nova direcção do jornal diário, ou antes, o novo rumo rumo glorioso do jornal. E aparentemente os leitores do Público são os melhores. Não sabia que ser assinante de jornais também nos habilitava a receber estas pequenas sessões de lambebotice saloia, mas vale a pena. Ora vejam, transcrevo a última frase do e-mail: “Os nossos leitores - 250 mil por dia - são pessoas que sabem e que querem saber mais. São os melhores - e os mais severos - leitores.”


Tomem e embrulhem.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Introdução aos Não Seis - cinquenta mil palavras sem história.

"1. Não sei

Isto não é uma história. Muito menos um poema. A bem dizer, são palavras. São folhas com tinta preta. Isto não é um tratado, nem um manifesto, nem uma enumeração das coisas que isto não é. Nem uma carta. Nem um romance – e muito menos alguma coisa decente, disso não fazemos, valha-nos Alguém, Seja Quem For.
(...)
Não sei. Falar de Não sei é fácil porque é algo com que estamos em contacto todos os dias porque não sabemos, agora escrever não sobre Não sei mas com Não sei é bastante mais difícil e requer alguma imaginação e uma mente muito afectada por alguma qualquer doença que nos tire a lucidez, ou a menos que achemos isto que aqui está escrito lúcido, coisa que não achamos, uma vez que nem história nem personagens tem, e devia ser uma história. Por isso dizemos que isto não é uma história.
Ponhamos as coisas desta maneira: isto não é uma história, nem um texto a falar sobre Não sei, não tem personagens, não tem enredo, não tem localização espácio-temporal e tão-pouco é uma enumeração das coisas que isto é ou não é. Assim, e uma vez que não será este andar em círculos o tema da história, perdão, texto, perdão, palavras sem sentido, perdão, sentidos, o tema será, na verdade e apenas e unicamente, Não sei. Portanto não um andar em círculos mas um vaguear por entre Não seis com o único objectivo de cansar, ou frustrar, ou entediar, ou confundir, o leitor."

domingo, 25 de outubro de 2009

É assim que se instrumentalizam direitos

Depois de, na campanha para as legislativas, o PS ter levantado a bandeira do casamento entre pessoas do mesmo sexo, agora já levanta a hipótese de referendar um direito básico.



Lembro-me de ter visto uma bandeira arco-íris na sala do PS durante a noite eleitoral. Ficava bem para a TV...

sábado, 24 de outubro de 2009

Sporting constrói pavilhão e recebe imóveis da Câmara


E assim se dispensam 29mil metros quadrados de património municipal...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Nova Ministra da Educação


Será mais uma aventura?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Alguém pode avisar...


... As excelências de deputados europeus eleitos por Portugal que pertencem à direita parlamentar que nós, lá de vez em quando, sabemos as suas votações?

Não é um desenrrolar de "acontecimentos recente" o que levou a uma concentração considerável de meios de comunicação por parte da alçada do Berlusconi na Itália. E não é propriamente uma coisa que se possa simplesmente olhar para o lado.
Portanto, aquando da apresentação desta proposta aconteceu algo tocante.
Numa moção de resolução conjunta que condenava as pressões do Berlusconi aos meios de comunicação, a nossa direita lá representada votou contra.

Guardem para a posterioridade a pérola.

Segundo o que parece, houve também uns problemas esquisitos com as máquinas de votação que fizeram com que duas específicas máquinas não tivessem votado. Certamente aparecerá uma explicação (desta vez, com mais substância do que as fracas já apresentadas).