Hoje visitei com a organização de Oeiras do Bloco de Esquerda e bairro social Luta pela Casa, um bairro construído no tempo do SAAL.
Prédios pequenos e simpáticos com laranjeiras à porta de casa. Os grelhadores em cada pátio denunciam a convivência em comum; as crianças a jogar futebol no parque, mesmo ao lado da velhinhas que apanham sol, revelam um espaço que é de todos. O café/associação de moradores/escola de música está à disposição da comunidade, é o espaço de encontro e de participação. A escola está mesmo ao pé, já à saída do bairro.
Tudo é pequeno, tudo é acolhedor, quase familiar mesmo para quem vem de fora. O bairro tem uma dimensão humana, a dimensão das pessoas que o ajudaram a projectar, construindo-o à medida das suas necessidades, há mais de 30 anos atrás.
Há muitas coisas que distinguem este bairro de qualquer outro bairro mais recente, mas há uma diferença fundamental - este bairro foi construído com as pessoas e para as pessoas.
Prédios pequenos e simpáticos com laranjeiras à porta de casa. Os grelhadores em cada pátio denunciam a convivência em comum; as crianças a jogar futebol no parque, mesmo ao lado da velhinhas que apanham sol, revelam um espaço que é de todos. O café/associação de moradores/escola de música está à disposição da comunidade, é o espaço de encontro e de participação. A escola está mesmo ao pé, já à saída do bairro.
Tudo é pequeno, tudo é acolhedor, quase familiar mesmo para quem vem de fora. O bairro tem uma dimensão humana, a dimensão das pessoas que o ajudaram a projectar, construindo-o à medida das suas necessidades, há mais de 30 anos atrás.
Há muitas coisas que distinguem este bairro de qualquer outro bairro mais recente, mas há uma diferença fundamental - este bairro foi construído com as pessoas e para as pessoas.
Tudo o resto vêm daí.


4 comments:
Podias ter ilustrado com uma fotografia.
Pelo que descreves, trata-se dum sítio onde dá prazer morar.
Pois é, não tirei. Pode ser que na Tasco do Chico ele ponha uma. :)
Pela nossa parte, já reatámos os assaltos
Os SAAL foram realmente um projecto social bastante importante. Contaram com a organização e vontade das pessoas e também dos arquitectos que mediaram os projectos.
Hoje, apesar dos esforços (que há que admitir que há) em ouvir as pessoas antes de as mudar para um bairro social que ainda não foi construído, são pouquíssimos os casos em que corre tudo bem no bairro. No post que escrevi sobre os bairros sociais da Amadora, pode-se ver que a maioria dos problemas seriam resolvidos com uma Arquitectura e Urbanismo mais bem pensados. E isso e só uma questão de vontade destes agentes.
Aconselho a ver o filme As Operações SAAL! Outros tempos...
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