Pela primeira vez em Portugal a direcção de uma instituição de ensino foi responsabilizada por incidentes ocorridos durante praxes académicas.
Ana Sofia Damião foi obrigada a suportar uma série de humilhações durante a praxe no Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros. Depois de apresentar uma queixa à direcção e a resposta ter sido basicamente a indiferença, avançou com uma queixa-crime contra os agressores, tendo acabado por perder porque o Tribunal de Macedo de Cavaleiros achou que como não se tinha declarado "anti-praxe", deveria obeceder às leis da praxe. Para o tribunal de Macedo de Cavaleiros a Lei que conta é a da praxe, não aquela que supostamente ele deve fazer cumprir.
Felizmente a Ana Sofia não baixou os baços e avançou com uma queixa contra a Direcção do Instituto, acabando este por ser obrigado - depois de vários recursos e chegando ao Supremo Tribunal - a assumir que protegia a violência dentro de portas e que legitimava as práticas da praxe, e a arcar com a responsabilidade.
Se toda a gente que se sente agredida, humilhada, insultada pelas praxes tivesse a coragem e a persistência da Ana, isto não resistia.
Ana Sofia Damião foi obrigada a suportar uma série de humilhações durante a praxe no Instituto Piaget de Macedo de Cavaleiros. Depois de apresentar uma queixa à direcção e a resposta ter sido basicamente a indiferença, avançou com uma queixa-crime contra os agressores, tendo acabado por perder porque o Tribunal de Macedo de Cavaleiros achou que como não se tinha declarado "anti-praxe", deveria obeceder às leis da praxe. Para o tribunal de Macedo de Cavaleiros a Lei que conta é a da praxe, não aquela que supostamente ele deve fazer cumprir.
Felizmente a Ana Sofia não baixou os baços e avançou com uma queixa contra a Direcção do Instituto, acabando este por ser obrigado - depois de vários recursos e chegando ao Supremo Tribunal - a assumir que protegia a violência dentro de portas e que legitimava as práticas da praxe, e a arcar com a responsabilidade.
Se toda a gente que se sente agredida, humilhada, insultada pelas praxes tivesse a coragem e a persistência da Ana, isto não resistia.



4 comments:
Também é preciso alguma vontade por parte das instituições em mudar este cenário! Se os alunos de primeira matricula tivessem um espaço para reunir e fosse "da praxe" que o fizessem para se auto-organizar e comunicar com a universidade, sem a muleta dos pseudo-doutores, poderíamos ver criado um cenário mais favorável à emancipação dos caloiros... Mas isto obrigaria a despender meios, coisa que ninguém quer... e aliás até dá jeito ensinar os alunos a abaixar e lamber... é isso que se pretende que façam toda a vida!
Comunicado do MATA em:
http://blogdomata.blogspot.com/2009/06/supremo-tribunal-de-justica-da-razao.html
OS MAIORES CUMPRIMENTOS Á ANA PELA CORAGEM
Long live Ana! Força e PARABÉNS!
Postar um comentário