sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Finalmente!

Metro de Lisboa: prolongamento da linha vermelha abre amanhã

A circulação no prolongamento da linha vermelha do Metropolitano de Lisboa, entre Alameda, Saldanha e São Sebastião, abre ao público no sábado, disse à Lusa fonte da transportadora.
Esta obra, orçada em 210 milhões de euros, vai permitir a interligação entre as linhas Verde, Amarela e Azul do Metro. [Lusa]
Agora sim, começamos a ter uma verdadeira REDE de metro.
Já nem me lembro bem como era a Alameda sem o estaleiro...

Hitler foi destruido

Finalmente. Foi preciso Tarantino realizar Inglorious Basterds para a nossa sociedade destruir Hitler sem dó nem piedade.
Não me lembro de nenhum objecto cultural que se tenha atrevido a ridicularizar, caricaturizar e destruir o líder nazi sem pudor ou vergonhas. A herança de horror que este homem deixou impôs justificadamente o medo e a censura à nossa sociedade. Livros, filmes e documentários dos últimos 60 anos analisam e mostram o que ele fez na esperança de nunca esquecermos o que fizemos e o que podemos voltar a fazer.
Honra lhe seja feita o livro As Benevolentes, de Jonathan Litell (2008, Dom Quixote), remodelou o nosso olhar sobre todo o fenómeno nazi, ficcionando a cru as incongruências humanas da sociedade que deixou o genocídio acontecer. Também é verdade que A Queda de Berlim, título simultaneamente do livro do historiador Anthony Beevor e do filme de Oliver Hirschbiegel, nos ofereceu o fenómeno nazi no final da loucura retratando fielmente a sensação apocalíptica vivida naqueles dias naquela cidade, mas ainda não nos permite qualquer expiação. A câmara de filmar não acompanha Hitler ao seu suicídio, à sua vergonha que se vai tornar a nossa vergonha.
Com Tarantino a câmara não se desvia, Hitler não tem dignidade, não é o líder incontestado nem sequer um genocida louco, é apenas uma figura menor incapaz de evitar o nosso ódio e as centenas de balas que os heróis do filme lhe despejam em cima (ao ponto de lhe desfigurar a cara).
É a primeira vez que somos autorizados a odiar Hitler e sentir prazer por isso. Finalmente.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Geek em férias (II)


Só para geeks a sério.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

"Prefiro fazer batota a perder"

O PS não podia ter escolhido melhor mandatária para a juventude.



Corresponde.

Kind of Blue


Depois de anteontem se ter celebrado os 40 anos de Woodstock, momento definidor da cultura progressista contemporânea, fez dia 17 de Agosto 50 anos que foi lançado «Kind of Blue», momento que marca a chegada à maturidade do Jazz. Há, como em Woodstock, um claro «antes» e «depois».
Com um alinhamento de luxo, composto por Miles Davis (trompete), Julian "Cannonball" Adderley (Saxofone Alto, excepto em «Blue in Green»), Paul Chambers (baixo), Jimmy Cobb (bateria), John Coltrane (Saxofone Tenor), Bill Evans (piano, excepto em «Freddie Freeloader», que é assumido por Wynton Kelly), Kind of Blue foi gravado em duas sessões nos estúdios da Columbia Records, em Nova Iorque.
A primeira sessão, que acabaria consagrada no lado A, decorreu a 2 de Março, gravando-se «So What», «Freddie Freeloader» e «Blue in Green». Mais de um mês depois, a 22 de Abril, os músicos voltaram a reunir-se e colocaram na fita o lado B, dedicado a «Flamenco Sketches» e «All Blues».
Produzido por Teo Macero, «Kind of Blue» é um produto directo da genialidade de Miles Davis, que compôs os arranjos finais apenas umas escassas horas antes das gravações. Os músicos reunidos tinham pouca ideia acerca do que iam gravar, e quase não houve ensaios. Davis apenas fornecia algumas ideias gerais e umas escalas de orientação. O resto viria da improvisação. Outros tempos, dos quais suspiramos quando confrontados com os confortos definidos da nossa contemporaneidade.
Deixo-vos um pouco dessa magia, com a minha faixa favorita: «Flamenco Sketches».


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Google Street View em Lisboa!

O Google Maps - Street View, está finalmente implementado em Lisboa!
Ou pelo menos parcialmente, porque na minha rua não entrou ainda...

É viciante! Experimentem!


Ver mapa maior

No normal Google Maps, basta arrastar o bonequinho amarelo que está em cima da barra de zoom para o meio da rua.

Com o Street View, ficou também concretizado um bom arquivo fotográfico das ruas de Lisboa, com o seu edificado e comércio.
Nota-se um exaustivo tratamento de imagem - tapar caras de pessoas, matrículas, caras em cartazes políticos - contudo, há uma certa falta de privacidade. Eu consigo reconhecer pessoas do meu bairro. Um amigo meu diz que consegue ver o pai à janela...


O carrinho do Google Maps, noutras cidades, também apanhou algumas situações embaraçosas...






Quem consegue encontrar casos semelhantes em Lisboa?
Fica o desafio.

(Não) voltar a acreditar





Deus, pátria, PSD


segunda-feira, 17 de agosto de 2009

os canards estão no Facebook

Já era inevitável. Depois do twitter, os canards chegaram ao facebook!


Paralelamente ao blog, os posts serão também actualizados no facebook, criando assim um outro espaço para comentários, ou simplesmente para dizer "eu gosto".

sábado, 15 de agosto de 2009

Qual Sudoeste, qual quê














sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Transparência e seriedade em Política

A táctica do refúgio no cabeça-de-lista, que parece estar a fazer escola no PSD, é do mais redutor e medroso que existe em política, pois subverte a natureza dos actos eleitorais em democracia, não permitindo o acesso à informação completa. Procuram enganar os eleitores e proporcionar-lhes apenas espectáculo de luzes e brilho – ou qualquer outra coisa sem consistência -, para que não se saiba nem se veja o que anda por detrás das mascaras que apresentam, sejam elas um Paulo Rangel, um Pedro Santana Lopes ou um 31 qualquer.

Manuela Ferreira Leite tem usado e abusado destes preceitos. Tudo esconde. Imagina que é-lhe suficiente somente aparecer. Não respeita os eleitores. E pior, Santana Lopes parece estar-lhe a seguir os passos, uma vez que ainda esperamos saber alguma coisa sobre as suas listas para Lisboa. Estará a replicar a estratégia da avestruz da sua líder ou somente a esconder dos lisboetas a escolha da equipa que pretende que (des)governe a cidade? Ou esperem, será que o que Santana Lopes quer evitar é (mais) interferências de Manuela Ferreira Leite? É que ao marcar a Comissão Política Distrital para aprovação de listas para domingo à noite, deixa – de facto – muito espaço menos de manobra para a líder do PSD (e para os seus cães-de-fila alfacinhas) meterem a colher na sopa. Será MFL a «razão burocrática» que se referia Carlos Carreiras, Presidente da Distrital laranja de Lisboa? A ser é um sério upgrade para a senhora, porque abandonaram as acusações de ditadora e autoritária (para não lhe chamar «fascista», como dizia o outro).

[texto completo na Sábado]

Para pagar a mentira

A indústria petrolífera dos Estado Unidos vai financiar uma campanha contra a estratégia americana contra as alterações climáticas.

Não é a primeira vez que uma campanha deste tipo é lançada nos EUA, sobretudo depois da "Verdade Inconveniente" de Al Gore.
Fica aqui uma reportagem do George Monbiot acerca das mentiras científicas usadas pelos diversos lobbies para continuar a fazer dinheiro à custa do ambiente (ou da saúde humana).


Mais de 500000


O desemprego atingiu os 9,1%
. Qual "princípio do fim da crise"?




quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ideias para o «movimento»

Parece que para os lados do «movimento» se procuram ideias. Daqui decerto que retirarão algumas:



Espólio do fado comprado por 910 mil euros pelo Estado e Câmara de Lisboa (Público)

Queria deixar umas palminhas. Só espero é que a disseminação desta colecção esteja ao alcance de todos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Entretanto em Lisboa

Burocracia impede PSD de aprovar listas para Lisboa!
Está explicado! Ninguém conhece a lista de candidatos autárquicos da coligação liderada por Pedro Santana Lopes porque não há lista!
A distrital do PSD Lisboa reuniu ontem para aprovar as listas, mas não conseguiu aprovar as listas para a cidade de Lisboa. Diz o presidente da distrital que existem “pormenores” para serem resolvidos. Nada de muito grave. Apenas “questões burocráticas”. Tensões? Não! Bem, mais ou menos. Segundo Carlos Carreiras as "tensões" dentro do partido a propósito da formação das listas é "normal", mas "não foi esse o motivo pelo qual as listas ainda não foram todas hoje apresentadas". Seja lá qual for o motivo, o líder da distrital do PSD de Lisboa garante que “durante a próxima semana todas as questões estarão resolvidas!
Ainda bem que o líder da distrital do PSD Lisboa assegura que “durante a próxima semana” os problemas estarão resolvidos! É que, para os mais desatentos, o prazo para entrega de listas termina na 3.ª feira da próxima semana!


Graça Fonseca, no Unir Lisboa.

PPulismo


Cada vez mais apurado.


80 vassouradas e umas quantas praias


Muito mais do que uma autobiografia, é uma espécie de homenagem a todas as pessoas que passaram e marcaram a sua vida, desde os pescadores da infância até, claro, Jacques Demy.

Fica aqui o conselho para trocar as praias da Costa pelas praias da Agnès.

O Rei dos Tontos

Não havia o Rei dos Tontos de aprovar a ilegalidade da Brigada Marialva…

A falência do discurso da direita.

A ilegalidade marialvista recentemente cometida – e assumida – pelo 31 da Armada demonstra de forma exemplar a falência do discurso político da direita em Portugal.
De facto, já nos tínhamos apercebido da falência do Jamais, projecto que nunca conseguiu arrancar e que se colou demasiado à partidarite ferreirista; e da falta de coerência no discurso de exigência que por vezes pinta as intervenções de MFL (apresentar uma lista com arguidos é mesmo demais). Também já tínhamos visto que parte da estratégia de combate político da direita passa por uma fuga ao debate e por uma evasão constante à apresentação de propostas concretas e de programas de governação.
Já tínhamos percebido que o momento criado por Paulo Rangel nas eleições europeias tinha-se esfumado; que parte do grupo activo que animou o Papa Mayzena fora limpo do Jamais; e que o PSD – e a direita – estava a perder em toda a linha do combate político. Assim, e perante este cenário, havia que desviar as atenções, procurar quebrar o momento que o PS atravessa e criar novo foco de ruído. E o que foi inventado? Uma entrevista marcante com MFL? Não. A apresentação do programa do PSD? Não. O afastamento das listas de António Preto e de Helena Lopes da Costa? Também não. O melhor que se arranjou para desviar as atenções da formação das listas do PSD, da falta de programa da Manuela Ferreira Leite, foi uma ilegalidadezita marialva.
Assim, depois de a direita ter desistido do debate político, e mesmo blogosférico, assistimos agora – e com algum desplante – ao patrocino pelo desrespeito pelos símbolos das instituições da República, à pratica de roubo, e à glorificação da tontaria como elemento central do discurso e do combate político. Bem sei que tudo vale para captar a atenção da comunicação social; bem sei que há partidos que julgam que a política se faz ocupando tempos de telejornais, dando entrevistas ou procurando a graça fácil. Mas, sinceramente, muito mais era de esperar duma área política que quer governar o país, e de um conjunto de rapazes que – por vezes – se querem passar por gente séria.
«São tontos», podem alguns dizer, numa linguagem desculpabilizadora. Então que como tontos sejam tratados. E deixem as coisas sérias para quem acha que o País merece respeito. (e inclusive que deixam a direita séria não ser confundida com um bando de bombos encapuzados.

[via SIMpleX]

água com eles

É tudo o que tenho a dizer sobre os meninos do 31 da armada.


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

lamentos e voyeurismos

Os processos de expiação e luto de massas assemelham-se e na maioria das vezes não passam de voyeurismo com muito pouco de sinceridade pelo meio. Não se tornam menos legítimos por isso, mas estes fenômenos e a forma como os media os alimentam são preocupantes.
Talvez por ser eu ser demasiado novo e não ter crescido a ouvir e ver Raul Solnado no teatro e na televisão nunca criei um especial laço afectivo com o seu trabalho e com a pessoa por arrasto. E talvez por isso tenha ficado surpreendido com a extensão do choradinho e luto que figuras públicas fazem por Solnado. Aparentemente ele era realmente amado, compreendo. Não posso no entanto deixar de achar nauseante e absurda a cobertura mediática que o caso merece. São horas e horas, linhas e linhas que ocupam e sufocam quem queira ouvir notícias. Já chega.


domingo, 9 de agosto de 2009

PSD (MFL Remix)



Nulidade. Não há muito mais que se possa dizer.

Voltámos a ficar mais pobres



E façam o favor de ser felizes...

sábado, 8 de agosto de 2009

lamentos e voyeurismos

Os processos de expiação e luto de massas assemelham-se e na maioria das vezes não passam de voyeurismo com muito pouco de sinceridade pelo meio. Não se tornam menos legítimos por isso, mas estes fenômenos e a forma como os media os alimentam são preocupantes.
Talvez por ser eu ser demasiado novo e não ter crescido a ouvir e ver Raúl Solnado no teatro e na televisão nunca criei um especial laço afectivo com o seu trabalho e com a pessoa por arrasto. E talvez por isso tenha ficado surpreendido com a extensão do choradinho e luto que figuras públicas fazem por Solnado. Aparentemente ele era realmente amado, compreendo. Não posso no entanto deixar de achar nauseante e absurda a cobertura mediática que o caso merece. São horas e horas, linhas e linhas que ocupam e sufocam quem queira ouvir notícias. Já chega.


chatices

Não só Vital Moreira foi mau candidato como agora vai representar o grupo parlamentar europeu do PS em todos os debates públicos com os cabeças de lista. Serão anos de baixas expectativas.


sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Les Canards na BlogConf Louçã


Pode ver o resto aqui.

BlogConf com Francisco Louçã

Estive, em representação do Loja de Ideias, na BlogConf organizada pelo Bloco de Esquerda, em que 10 blogs confrontaram Francisco Louçã com uma série de questões.
O formato melhorou em relação à BlogConf de José Sócrates - eram menos blogs, o diálogo foi permitido (eram dados 10 m a cada bloger) e houve transmissão em directo. Melhorou mas ainda demonstrou alguns problemas, nomeadamente do ponto de vista técnico, do espaço e do conceito. As questões técnicas prenderam-se com a falta de acesso à net que alguns bloggers tiveram. Isso impossibilitou alguns bloggers de estarem a blogarem e a twittarem uma boa parte do tempo, mas não foi grave. Pior foi a selecção do espaço, sem condições para acolher tal evento. Na parte final da sessão, quando foi necessário acender os holofotes para a transmissão online, a temperatura da sala deve ter atingido os 40 graus, ou quase. Foi, de facto, muito desconfortável, mas não grave, a situação. Por fim o conceito. Como desta vez fui o último a colocar questões deparei-me com a situação de muito do que queria perguntar já ter sido abordado, de uma maneira ou de outra. Isto porque o formato, apesar de permitir o dialogo com Francisco Louçã, não permitia a interrupção por outros. Talvez, da próxima vez, pudesse ser tentada uma dinâmica de temas.
Em suma, e porque o conceito e o modelo foi apurado desde a sessão com José Sócrates, esta foi uma melhor BlogConf que a do Primeiro-Ministro. Da parte que me toca, falei de Casamento entre pessoas do mesmo género, dos processos internos do BE e de Economia. Deixo a minha intervenção (em duas partes)

Parte 1



Parte 2

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

suficientemente reles

Hoje nos noticiários era patente o ar de alívio dos escolhidos de Ferreira Leite. Segundo as notícias das últimas semanas Ferreira Leite estava a fazer uma avaliação de todos os deputados e seria segundo essa avaliação que seriam constituídas as listas, infelizmente não vieram a público os valores para explicar como é que uns ficam à frente de outros.
De qualquer maneira tendo em conta a rectidão e fibra moral de Ferreira Leite só podemos acreditar que não houve desvios à regra, o que é preocupante dado que pessoas como António Preto (cuja nota não deve ter ultrapassado o suficientemente reles) ficaram à frente de muitos outros.
É que se António Preto tem nota suficiente para ficar à frente de Passos Coelho das duas uma: ou António Preto copiou no exame ou Passos Coelho é abaixo de reles.

as quadraturas da ERCs

Com Pacheco para Aveiro e Costa para Lisboa a quadratura vai ficar só com o Lobo Xavier? Que grande seca.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

as angústias da malta do PS

todos os PS's na sala, sem excepção, lançam a pergunta sobre a hipótese do BE formar governo com o PS...

tenham calma

delito de opinião

não conhecia o blog, as perguntas foram interessantes, vale a pena acompanhar

ad terrorem

O João Gomes do risco contínuo invoca o terror de fazer workshops sobre desobediência civil e ocupação de espaço público para descridibilizar o BE que quer ser governo.


Sim, o direito de ocupar o espaço PÚBLICO deve ser defendido e promovido, chama-se liberdade

fui preso numa igreja

Francisco Louçã em resposta ao Risco Contínuo

o 31 quer saber, prego no pão ou no prato

31 da Armada querem saber um pouco mais da vida de Francisco Louçã...


... prefere prego no pão ou no prato?


agora os 31's, vai ser divertido



corta-fitas e as lições do Francisco

Corta fitas Júnior "não formado em economia" degladia-se com Francisco Louçã sobre taxas de juro.

No fim lá terão de pedir uma vassoura para apanhar os bocados.

Entretanto os 31´s estão com receio de serem confundidos com os liberais do banco central europeu. Tudo no seu sítio, liberais num sítio e ultra-liberais noutro.

sobre Ferreira Leite no Arrastão




"o primeiro-ministro não fez com gosto"

João Galamba relativamente à obsessão pelo défice de José Sócrates

ar fresco

estou com os meninos do 31 da armada, quero ar condicionado

o PS está a arrumar as malas?

o jugular diz que daqui a 15 anos o BE vai ter maioria absoluta

obcecados

mas esta malta só fala de economia caramba

elogios armados

os patos deste blog agradecem aos meninos do 31 da Armada os elogios às ortodoxias de Joana Mortágua

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

finalmente, agora faltam os outros

O Tribunal de Sintra condenou Isaltino Morais a uma pena de prisão efectiva de sete anos e à perda imediata do seu mandato. O autarca já anunciou que irá recorrer desta decisão do tribunal. Isaltino Morais foi considerado culpado por quatro dos sete crimes de que estava acusado: - Fraude fiscal, pelo qual foi condenado a indemnizar o Estado em 463 mil euros e à pena de dois anos de prisão; - Abuso de poder, pelo qual foi condenado a uma pena de prisão de um ano e três meses; - Corrupção activa, pelo qual foi condenado a três anos e sete meses de prisão; - Branqueamento de capital, pelo qual foi condenado a uma pena de quatro anos de prisão.

domingo, 2 de agosto de 2009

Algumas contas antes de alguns refrescos

A recente sondagem da Marktest (com dados recolhidos telefonicamente entre 23 e 26 de Julho, e com um universo de 811 respostas válidas - dados daqui) apresentou os seguintes resultados:

PS: 35,5%
PSD: 34,2%
BE: 14,3%
CDU: 7,4%
CDS-PP: 4,4%
OBN: 4,2%

Algumas observações:

1. Tudo está em disputa. Nem PS nem PSD conseguem se destacar um do outro.
2. BE destaca-se como terceiro partido no plano parlamentar português.
3. Os cenários pós-eleitorais resumem-se a três:
3.1. Governo minoritário monopartidário (PS ou PSD)
3.2. Bloco Central (PS + PSD = 70%)
3.3. Coligação maioritária à esquerda PS - BE (PS + BE = 50%)
4. Está afastada a hipótese de um governo de coligação maioritário à direita.

Claro que as sondagens valem o que valem. Eu estou inclusive convencido que a velha táctica utilizada por militantes ou simpatizantes do PC em não responderem a sondagens (ou responderem que votam noutros partidos) se alargou ao CDS. É este, aliás, o combate político de ambos: vencerem as sondagens.
Sobre o BE, parece genuíno confirmar a dinâmica de crescimento que já patentearam nas últimas eleições europeias (e que levaram o Rui Tavares ao PE). Mas, recordemo-nos, também nessas eleições o BE aparecia nas sondagens com estes scores, baixando depois para os 10%.
PS e PSD deixam tudo em aberto para a rentree. Resta saber que efeito o verão terá (será uma silly season convencional ou um verão quente?) e ver quem se apresentará em melhor forma.
Por outro lado, julgo claro que está afastada a hipótese de uma coligação à direita, enquanto que outra se apresenta como uma interessante alternativa (PS + BE). Com estes cenários, não acredito que a política vá a banhos, nesta época balnear.
[via SIMpleX]