Mário Crespo. É considerado um pilar do jornalismo português. Provavelmente devido ao pretenso estilo anglo-saxónico que nós parolamente tomamos por seriedade. A performance de Mário Crespo hoje na comissão de ética é injustificável e não honra o maior órgão de soberania deste país. Não se vai ao parlamento expor as suas mágoas. Há um problema político que a comissão decidiu investigar e sobre o qual decidiu questionar Mário Crespo, a relação entre o governo e a comunicação social. Nenhum dos deputados foi ali para ouvir as mágoas de Mário Crespo, foi ali para conseguir respostas. Não quer dizer que façam as melhores perguntas, mas é este o princípio que deveria exigir algum tento a Mário Crespo. Até porque ninguém de bom senso entende o empolamento que Mário Crespo imprime ao seu caso. É uma questão de estilo? Também.
Quem viu em directo toda a sessão percebe o ridículo de toda a situação, mas quem apenas viu os telejornais não percebe o que aconteceu (principalmente quem segue a Sic diga-se). E isso é um problema. Mário Crespo transformou a comissão de ética num palco de teatro, e ainda aproveitou para promover o livro. Não gosto do respeitinho que se exige por aí, mas isto é ridículo. Quem viu esta sessão terá alguma dificuldade em levar Mário Crespo a sério.
Quem viu em directo toda a sessão percebe o ridículo de toda a situação, mas quem apenas viu os telejornais não percebe o que aconteceu (principalmente quem segue a Sic diga-se). E isso é um problema. Mário Crespo transformou a comissão de ética num palco de teatro, e ainda aproveitou para promover o livro. Não gosto do respeitinho que se exige por aí, mas isto é ridículo. Quem viu esta sessão terá alguma dificuldade em levar Mário Crespo a sério.


2 comments:
Muito de acordo. Ainda por cima por comparação a JMF que disse nomes, contou histórias comprováveis, e entalou várias vezes as perguntas do PS. O que JMF teve de bom, Mário Crespo teve de circo.
Exactamente! Aquela sessão foi um teatro, e ainda por cima de mau gosto. E o Mário Crespo, tão assanhado nas correrias em que andou para falar mal do governo, chegou ali docilmente amestrado, e de bolinha bem baixa, com meia-dúzia de histórias de coitadinhos que dão e recebem t-shirts. Isto para não falar das perguntas irrisórias que lhe fizeram, daquilo que pude ver. Com todo este circo, cumpre-se, uma vez mais, a terrível máxima de que é preciso que alguma coisa mude para que tudo fique na mesma. Mas, isso, já todos nós sabíamos...
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